Abro a janela do meu apartamento. Vejo todo aquele movimento, chega-me aos olhos como uniforme, exceto quando passam as máquinas. É uma massa viva de machos, fêmeas e motores que nunca se atrevem a parar; como se fossem o sangue do mundo. Entretanto fazem um som sem ritmo, não digno de um coração.
Fecho as janelas. Fecho as portas. Desço e ponho-me no centro do caos a observar mais precisamente aquela sístole que é o sinal vermelho e a diástole de cor verde. No rosto de cada pessoa uma expressão séria, rubra, um tanto quanto desesperada. Andam, caminham, correm, porém nada reparam. Uns não me notam, outros me atropelam alguns encobrem o descaso com a educação. Todos vêem, mas ninguém repara.
Passam diante de mim mundos e mundos, vários planetas, mas nenhum é atraído por minha órbita.
Mas, afinal, quem se deixa devanear por uma lembrança feliz trazida da memória? Quem, que por mim passou, exala a essência do ser?
São todos produtos, ninguém conteúdo. Quem sorri perde o emprego.
Pergunto-me, entristecido, consternado, abatido e desesperado: como nos apaixonaremos, se, tão pouco, vemos e não podemos reparar? Quem abrira mão de seu ego para resolver amar?
Faz-me chorar o fato de não ter respostas. Um dia, quando tu estiveres a caminhar, pare, olhe para o céu e depois pode continuar. É só para não esquecer como é ser gente.
Muitoo bom ein cronista? ;DD
ResponderExcluirParabéns, faço minhas as palavras da Adriana Nunes ;)
Lindo! Parabens rapaz
ResponderExcluirCara MUITOOOO bom!
ResponderExcluirmuitíssimo obrigado a vocês :D
ResponderExcluirUAU ! amei . amei . amei . amei .
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