domingo, 3 de abril de 2011

Retórica do amante romântico do séc. 21

Eu digo que és bonita. Mergulhas em teu individualismo. Se pudesse, seria bonita só para ti, mas, infelizmente, tua beleza não é interior. Não é interior? Então pelo que me apaixonei?
Acabei me perdendo na imagem que criei de ti. A idealização perfeita do que deveria ser o belo é a utopia do amante.
E você me decepcionando, fugindo do meu roteiro, não se movendo com graça, não debulhando a alma aos olhos, não exibindo teu tristonho e misterioso sorriso ao mundo. Mas sei que estas dentro de tua pessoa, e sempre estiveste. Cabe a ti resgatar a ti; resgate quem tu fostes em meus sonhos. Calo-me. Perdoe-me se feri tua perfeição.

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