O fim da madrugada. Finzíssimo da noite. Resto do dia anterior. As nuvens não estão tão densas, são plumas jogadas no céu azul. É um ar tão tranqüilo, oxigênio limpo, digno de pulmões. De luzes claras se abre o dia, apesar de claras, fraquinhas, talvez nos pareça tão alvas por serem as primeiras a penetrarem os olhos. Posso denominá-las violentas? Melhor: pouco sutis.
Eu olho para tentar entender, e a natureza não me explica.
A verdade é que queria escrever um texto que não tratasse de sentimentos. Impossibilitado no momento. Porque a natureza é um cenário para o amor.
Sobre todos nós, nasce e decai o sol, todos os dias. Sobre um belo casal está o sol todos os dias; sobre o solitário está o sol todos os dias. Quem respira o ingênuo ar matutino é o carrasco da noite passada; quem sente o calor do sol dissipado na pele é o motivo de suas lágrimas, raiz sublime de seus delírios, sua amada(o). Quem admira pasmo/consternado o raiar do dia até o bruto crepúsculo, partida do sol é quem o vê e lhe faz de fonte de inspiração e também aquele que nunca se lhe importou o tempo com isso.
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