quinta-feira, 12 de maio de 2011

Retórica o amante romântico do séc. 21 (última parte) A morte, nunca o fim..

Enfim. Te ver. Querer explicar o que eu vejo. Querer comportar tuas maravilhas em minha mente. Loucura. Degradação. Epitáfio: Aqui jaz quem muito amou um outro, quem sofreu os espinhos de um amor incompreendido. Aqui jaz quem teve por vida um alguém, um alguém que nunca lhe olhou nos olhos, mas esses olhos ele levava fixo em sua mente. Aqui fica a matéria, pois a existência é incompreendida. Ele se deu por vencido e acabou por vencer. No seu berço de morte, ele não pôde perceber quem olhava a cova, quem apascentava com choro o caixão frio e brilhante que o guardava: ela sentia pelo que via, o conhecia de um lugar ou de outro, mas não sabia que a culpa era dela.

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